CRÔNICAS DE UM NATAL QUE PASSOU E EU NEM VI!

Natal é uma época um tanto quanto estranha.
A gente fica feliz, se aproxima da família, planeja a ceia, compra presente, vai viajar, elenca as metas para o próximo ano...
A gente fica triste, bate um sentimento de solidão, agonia pelo que planejamos fazer durante o ano que passou (e não fazemos), ficamos estressados com a correria atrás de presentes e com a fatura que virá...
Mas querendo ou não, não tem como fugir dele... O Natal!
Muito pouco se comemora o que realmente deve ser comemorado, ou não. Todo mundo sabe que o verdadeiro significado do Natal é o nascimento de Cristo, mas nem isso temos certeza, pois lá na época Dele, existia janeiro, fevereiro, dezembro? Como saber que foi realmente dia 25? Essa é então uma data socialmente construída, mas que foi um pouco distorcida e acabou se tornando uma data mais comercial.
Enfim, para mim, o nascimento de Cristo deve ser comemorado e vivido todos os dias. O amor, a solidariedade, a compaixão, devem ser sentimentos constantes entre as pessoas.
Mas eu estou aqui para contar sobre o meu Natal, sobre o meu dia, daqueles que nós planejamos para que tudo dê certo, principalmente quando nos tornamos mães e queremos ver nossos filhos felizes.
Desde que me casei, fazemos um revezamento, um Natal com a minha família, outro com a do marido.
O Natal com a minha família é sempre no interior de São Paulo, onde minha avó materna mora e onde todos os tios e primos se reúnem. Uma tradição, que desde que eu me entendo por gente, fazemos. Dia 24 viajamos até lá, dia 25 voltamos.
Dia 24 sempre foi aquela expectativa, ver se todos os presentes estavam embalados, guardá-los em uma imensa bolsa (que existe desde que eu nasci e ainda é utilizada), separar as frutas, e os pratos que levaremos para a ceia.
A ansiedade por saber se os primos já estarão lá, a ansiedade para conversarmos, brincarmos, passearmos na praça enquanto todos os adultos arrumam as coisas.
A noite do dia 24 é excepcional! Uma completa farra! Tem o tio engraçadinho, os primos barulhentos, os nervosos que ficam dando bronca em todo mundo... Tem as piadas na hora da ceia, na hora do amigo secreto, do amigo ladrão... Tem papo até altas horas da manhã...
Esse ano, como de costume, planejamos a viagem para o interior. Apesar de toda a gostosa tradição, me deu um certo frio na barriga de pensar em viajar com as crias. Na casa da bisa não ficaríamos por questão de espaço, então reservamos um hotel.
E lá fomos nós... Arthur super ansioso pelo Papai Noel, pois seu pedido esse ano foi incisivo, ele queria um homem aranha! Fomos explicando para ele que o Papai Noel poderia ter achado seu presente, mas que havia deixado na casa da bisa pois precisava passar em muitas outras casas (já que esse ano não teríamos um candidato ao bom velhinho).
Chegamos, nos instalamos, nos arrumamos e fomos para a bisa.
Agora um parênteses: pensem comigo, mamãe e papai estão vivendo tempos complicados. Nossa casa está em “reforma” e estamos exaustos de nossos trabalhos, afinal ralamos muito em nossos empregos.
Eu recém “de férias”, com uma fadiga acumulada. Papai, passou os últimos dias, além de trabalhando, parafusando, montando, desmontando, construindo, arrumando...
No dia 24 pegamos a estrada (e são quase 300km), dividimos o volante, mas chegamos exaustos!
Papai começou a se sentir muito mal... Resultado de um cansaço excessivo...
Chegamos na bisa quase na hora da ceia.
Os meninos brincando com os primos, a família toda reunida...
Ceiamos, aos trancos e barrancos. Cada um dando conta de um filho e tentando comer...
Marido foi se deitar um pouco no sofá e Matheus pediu peito.
E acabou o natal!
Quando eu acordei já estávamos indo embora para o hotel!
Sim, eu DORMI o Natal inteiro!
Não participei do amigo secreto, não vi meu filho receber o tão esperado homem aranha...
Frustrante...
O marido ainda teve forças de se levantar e participar. Disse que Arthur vibrou com seu presente! (Ufa!)
Que Natal foi esse?

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