HISTÓRIAS DA VIDA - A DOR DA PERDA!

Já tem um tempo, tenho pensado em reunir algumas histórias e mostrar para vocês. 
Histórias, de leitoras, amigas, conhecidas, desconhecidas!
Histórias de superação, dor, alegria, felicidade!

Então hoje, quero dar início ao quadro "HISTÓRIAS DA VIDA"!

Logo que tive a ideia, algumas pessoas vieram à minha mente e a Nivia foi uma delas. A Nivia é uma leitora, que me acompanha há anos e um dia (há muito tempo atrás) me mandou uma mensagem contando um pouco da sua história. Eu nunca mais esqueci dela! E é claro que eu eu fui correndo pedir que ela contasse para vocês um pouquinho do que ela já viveu!

Preparem os lencinhos!

"Me chamo Nivia, tenho 26 anos sou casada há 8 anos, sempre sonhei em ser mãe, mas sempre tive muito medo, medo de tudo mas principalmente medo do parto! Em janeiro de 2013 tivemos uma surpresa, um resultado positivo de gravidez que iria mudar por completo as nossas vidas! Essa gestação apesar de ter sido muito desejada não foi planejada para aquele momento, mas eu estava grávida e muito feliz! As semanas foram passando e com 13 semanas eu descobri que seria um menino! Nosso tão sonhado Leonardo! Eu e meu marido sempre sonhamos em ter um filho homem com nome de Leonardo! As semanas foram passando, a ansiedade cada dia aumentando, e nós nos sentíamos o casal mais abençoado do mundo! Eu tive uma gravidez muito saudável, o Leo crescia e nosso amor só aumentava! Arrumamos o quartinho, o enxoval, tudo pra esperar nosso primogênito! A data prevista pro nascimento do Leoandro era dia 10\10\2013 e meu aniversário é dia 02\10 eu sempre torci muito pra ele nascer no dia do meu aniversário. Meu médico não é um obstetra cesarista, a escolha da cesárea foi minha, porém ele só fazia a cesárea a partir do momento que eu tivesse um sinal que estava entrando em trabalho de parto. 
Primeira gravidez
 Pois bem, tudo estava indo muito bem até que no dia do meu aniversário eu tive desejo de comer pastel de feira, meu marido logo se dispôs a fazer pra mim! Comi meu pastel esperando ansiosa pro Leonardo resolver nascer no meu dia, mas nada de sinal. Na madrugada do dia 02 pro dia 03 tudo começou a mudar, começava alí nosso sofrimento. Eu acordei de madrugada com uma dor fraquinha no meu estômago e logo em questão de minutos a dor aumentou e ficou insuportável! Eu acordei meu marido e chamei meus pais aqui pra casa, minha mãe achava que eram contrações, mas eu sabia que não era, porque a dor começava no estômago e ia para as costas, era uma dor que sufocava! Eu pensei que fosse morrer de tanta dor! Corremos pra maternidade com as bolsas porque a gente achou que tinha chegado a hora tão sonhada! Chegamos na maternidade o plantonista me avaliou e disse que não era nada relacionado a gestação me receitou um buscopan, eu tomei, a dor passou e eu fui pra casa. Na sexta-feira dia 04 eu notei que o Leonardo tinha diminuído as mexidas, e eu estava com muita coceiras na pele, fui novamente na maternidade e a plantonista disse que não era nada, e voltei pra casa. No sábado dia 05 o Leonardo quase não mexeu, nós estávamos na correria arrumando as últimas coisinha e eu achei que tava tudo normal. Na madrugada de sábado para domingo ele não mexeu nada, e eu não dormi preocupada com o que poderia ter acontecido. 

Logo bem cedinho corremos mais uma vez para a maternidade. Chegando lá o plantonista me examinou e não conseguiu ouvir os batimentos do Leonardo, ele ligou pro meu obstetra, e em 20 minutos meu obstetra chegou. Me examinou por uns 15 minutos tentando ouvir os batimentos e nada, fomos pro consultório dele que era de frente a maternidade porque segundo ele o aparelho do consultório dele era melhor. Ele tentou por mais 20 minutos ouvir os batimentos e nada! O obstetra me olhou nos olhos e disse: Nivia, vamos fazer uma cesárea porque eu acho que infelizmente o seu bebê entrou em óbito, eu sinto muito. Corremos para a maternidade, sem acreditar no que tínhamos acabado de ouvir! Eu fiquei sem chão, mas ainda tinha esperança que o Leonardo estaria vivo! Foi tudo muito rápido, acho que em meia hora eu já estava no centro cirúrgico sendo preparada para a cesárea. A equipe começou a cirurgia e eu mal conseguia respirar, foi então que eu perguntei pro médico: nasceu doutor? Ele disse: nasceu! Eu perguntei: está vivo? Ele: NÃO! Naquela hora eu tentei sair dalí, eu tentei sair correndo, eu tentei com todas as forças correr, óbvio foi em vão pois eu estava anestesiada. Eu quis morrer, eu não acreditava que aquilo estava acontecendo comigo! Eu entrei em choque! Não conseguia chorar! Os médicos finalizaram a cirurgia e ao sair do centro cirúrgico as enfermeiras trouxeram o Leonardo, aí eu desabei, ele era perfeito! Leonardo nasceu com 3.300kl e 51 cm, lindo, Branquinho cabeludinho e a boca estava vermelhinha. Desci para o apartamento, meus pais cuidaram do velório e sepultamento, eu e meu esposo não tínhamos estrutura para participar de nada. E a partir dalí seguiram-se os piores dias da minha vida! Um parto em silêncio, voltei para casa de braços vazios, um resguardo triste, seios cheios de leite e eu não tinha o meu filho para amamentar. 
Exatos 14 dias após o parto eu senti novamente aquela maldita dor, fui para maternidade e a plantonista suspeitou de pedra na vesícula. Fiz uma ultrassom e confirmou a suspeita da médica, eu estava com cálculo biliar. Em casa ainda de resguardo a dor começou a voltar e eu liguei pro meu obstetra, ele pediu pra me ver imediatamente. Ele me pediu exames de sangue e constou que meu fígado já estava em sofrimento, ele me internou e disse que mais tarde o gastro ia me ver. Internada, fazendo vários exames, fiz uma ressonância magnética e o gastro me pediu para esperar o resultado em casa porque no hospital eu corria grande risco de infecção. Passei os dias no hospital sem dor, na segunda feira voltei pra casa e ao chegar em casa a dor começou a vir novamente, porém bem fraca. Ao deitar para dormir eu senti que ía ter novamente uma crise de cólica e pedi pro meu marido colocar a mão na minha barriga e orar! E nós oramos com fé, e eu senti uma bola de fogo me atravessar e a dor acabou, para Glória de Deus! Na terça fomos ao hospital para pegar o exame e mostrar pro médico, ele disse que tudo indicava que uma pedra havia deslocado e obstruído o canal da bile mas que o exame mostrou que não, marcou a cirurgia para a quinta-feira seguinte. Mostrei o exame pro meu obstetra e ele disse: essa pedra deslocou, pra onde ela foi eu não sei, porque seu canal esta limpo! Dia 31\10 eu fiz a cirurgia para retirar a vesícula e nela tinha mais de 160 pedras! Meu obstetra disse que eu tive colestase e foi esse o motivo da morte do meu filho! E por um grande milagre eu estava viva! Porque pela gravidade era pra eu ter morrido também! 
Segunda gravidez
A vontade de ter outro filho era imensa, o medico falou pra esperar 6 meses para engravidar novamente. Em maio de 2014 eu recebi meu tão esperado positivo! Eu estava grávida! E junto com a alegria veio o medo! Foram 39 semanas e 2 dias de ansiedade, de alegria, de uma mistura de sentimentos! Eu queria muito outro menino e Deus viu o desejo do meu coração! Na madrugada do dia 20 de janeiro de 2015 eu acordei com cólicas e saiu meu tampão, fui para a maternidade e fiz a cesárea novamente por escolha minha, e nasceu lindo, perfeito e moreninho, meu segundo filho, meu milagre, Leandro Júnior, com 3.725kl 50 cm, com choro forte! E a partir dalí seguiram-se os melhores dias da minha vida!
Na maternidade
Hoje ele esta com 1 anos e 1 mês, muito sapeca, ele é a alegria da nossa vida, um filho NUNCA substitui outro, mas depois que tive o Júnior meu coração ficou mais alegre e meus dias mais leves! Hoje eu sigo aprendendo a ser mãe, mas a saudade do meu anjinho permanece e permanecerá até o dia do nosso reencontro!"


Nivia, muito obrigada por compartilhar um pouco da sua história! 
Que Deus continue te abençoando e guardando a sua família!

3 comentários:

  1. ai confesso que não consegui terminar de ler tudo.. :(

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  2. 👏👏👏❤❤ linda história 😢!
    Que Deus abençoe sua família.

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  3. Parabéns,Nívia que vc seja muito feliz vimos de perto sua dor vc e muito forte, minha linda guerreira .

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