HISTÓRIAS DA VIDA - ESPECIAL DIA DOS PAIS

Agosto é conhecido como o mês dos pais. Ontem foi o dia em que, tradicionalmente comemoramos essa data e eu acho que a história desse pai merece ser conhecida e esse momento parece ser perfeito para isso.
O Rodrigo é um pai especial! Eu acompanho a história dele há um bom tempo e o admiro demais! 
Fiz o convite para que ele participasse do nosso quadro "Histórias da vida" e ele prontamente aceitou e me enviou esse texto, que mesmo já sabendo de toda sua história, me emocionou novamente!
Se você não conhece, vem conhecer essa incrível história, esse exemplo de amor e dedicação!


Um dia, a Adriana me disse que estava grávida e de gêmeos. Claro que fiquei muito feliz. Mas logo um dos bebês ficou para trás por causa de miomas no útero e tivemos a notícia de que seria uma gravidez complicada - como, de fato, foi.
O Arthur nasceu de 30 semanas, em 09/09/09. Prematuro, saiu da sala de parto e foi direto para a UTI, onde ficou por quatro meses. Lá, logo em seus primeiros dias, desenvolveu uma infecção que atingiu seu intestino. Ele não tinha um mês de vida quando já tinha passado por quatro cirurgias, teve amputado metade de seu intestino delgado, teve dois começos de falência renal e uma parada cárdio-respiratória. Em seus primeiros três anos, era preciso tomar muito cuidado com sua alimentação porque era difícil ganhar peso e sua imunidade era baixa.
Quando o Arthur contava com pouco mais de três anos e ele parecia estar bem, a Adriana sofreu um acidente de carro em abril de 2013 e ficou em coma. Decidi ficar com ela, ajudá-la na recuperação, na cabeceira de sua cama, orando e estimulando-a. Em outubro de 2013, o Arthur reclamou que sentia saudades de mim - e eu entendi que ele estava me dizendo que estava compreensivelmente sem a mãe e inexplicavelmente sem o pai.
Readequei toda a minha vida para ficar com meu filho. Fiz graves e severas mudanças em minha rotina de trabalho e no meu convívio social para poder me dedicar ao Arthur e dar a ele toda a cobertura que ele reivindicou e que precisava enquanto esperávamos pela recuperação da Adriana. Até que a Dri partiu, em julho de 2014.
Claro que ficamos tristes, mas, neste tempo em que ficamos só eu e o Arthur, estabelecemos que a mamãe estaria sempre conosco, acontecesse o que acontecesse. Nosso sentimento pela Adriana passou a ser então de gratidão - por ela ter dado o Arthur à luz, por ela ter se empenhado para que o Arthur vingasse, por ela ter sido uma mãe excepcional e por ter lutado tanto para ficar entre nós. Entendemos que sua partida era a forma de finalmente descansar, não de desistir.
Desde então, eu e o Arthur seguimos sozinhos. Embora seja difícil, não precisa ser triste. Pontuamos nossas vidas com muitas brincadeiras e traquinagens para que a alegria seja polvilhada em cada momento nosso. Inesperadamente, passamos a ser vistos como exemplos, as pessoas se surpreendiam porque, apesar de tudo o que passamos, conseguíamos seguir adiante. Palavras como superação, resiliência, auto-eficiência passaram a ser muito associadas a mim e ao Arthur.
Um dia, o UOL quis fazer uma reportagem a nosso respeito (bit.ly/tudopelomeufilho) e milhares de pessoas passaram a nos procurar, contando suas histórias e querendo saber de nossa experiência. Foi uma vivência tão rica que decidi fazer um blog no Facebook para o Arthur, chamado "Tudo pelo meu filho" (www.facebook.com/tudopelomeufilho), o qual em um mês e meio atingiu 9 mil curtidas. Pela proximidade do dia dos pais, chamou a atenção de jornais, rádios e até da afiliada local da Rede Globo (bit.ly/tvtemdiadospais).
Certa vez, um amigo me falou que ser popular no Facebook era igual a ser rico no Banco Imobiliário e que o rosto que estampa a capa do jornal hoje é aquele que será borrado pelo cocô do gato e molhado pelo xixi do cachorro amanhã. Concordo com ele. Por isso, não me deslumbro com esta fama, mas eu a acho interessante.
Quando estive no hospital, seja por causa do Arthur, seja por causa da Adriana, tudo o que eu queria era ter alguém com quem conversar, para contar o que eu estava sentindo, que pudesse me dizer que sabia que tudo aquilo iria passar. Várias pessoas apareceram em meu caminho com este propósito e algumas até me ajudaram. Mas, no final, eu estava sempre sozinho. Minha proposta é não deixar ninguém sozinho, é estar sempre à disposição para conversar, para trocar ideias e ajudar.
Quando me convidaram para escrever neste blog, foi com este propósito que aceitei: para lhes dizer que estou aqui. 
Conheçam nossa página "Tudo pelo meu filho" (www.facebook.com/tudopelomeufilho), curtam, compartilhem seu conteúdo, comentem em nossas postagens. Será um prazer interagir com vocês. Hoje, o Arthur está ótimo! Vivemos grandes aventuras juntos! Todos estão convidados a virem conosco! Sejam bem-vindos!

Rodrigo e Arthur, que Deus continue abençoando a vida de vocês para que continuem polvilhando alegria por onde passam!
Obrigada por compartilharem um pouco da história de vocês!







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