UMA SEGUNDA CHANCE DE UM PARABÉNS!


O De Menina a Mãe completou seu 5º aniversário.

E hoje, mais do que nunca, agradeço de todo meu coração, primeiramente a Deus por poder comemorar essa data.

Na verdade, eu agradeço por poder comemorar cada novo dia. Algo que eu deveria ter feito com mais frequência durante minha vida inteira, mas às vezes, só com os "baques" da vida é que a gente se dá conta que precisa dar mais valor a cada pequena coisa que vivemos, sentimos, ganhamos, como um abraço, um sorriso, uma palavra amiga, um bom filme, o céu azul...


Hoje eu não quero ficar contando dos anos que já vivi com o blog, as experiências que tive, os aprendizados, as lutas, os anseios.... Não. Hoje eu quero contar para vocês, como Deus me permitiu comemorar mais um aniversário desse espaço que eu amo!


Tudo começou com.... a vida.
Ela às vezes, não acontece da maneira que a gente sonha e por isso acabamos nos frustrando.
Eu estava passando por momentos de muitos questionamentos. Não estava feliz, completamente feliz.
Faltavam algumas coisas se ajustar para que eu enfim pudesse me alegrar.
Eu sempre fui uma pessoa ansiosa e que quer tudo agora e já.
E eu queria ser uma boa professora. Queria exercer a função pela qual dediquei (e dedico) anos de estudo, da melhor maneira possível. Mas eu também queria o reconhecimento, queria os louros, porém a cada ano fui percebendo quão ingrata é a profissão que escolhi para mim.
Estava à ponto de largar tudo se algo melhor aparecesse. Eu realmente estava no meu limite.
Isso me acarretava muitos problemas, emocionais e físicos. Muitas dores de cabeça, dores no corpo, sempre ficando doente...


Em um belo dia, fui com a família na feira, comer pastel. Os meninos adoraram e logo depois fomos comprar umas tapiocas para a sobremesa.
Tudo isso em uma hora.... Uma hora para que eu vivesse uma experiência um tanto quanto triste.
Ao voltarmos para o carro, cadê ele? Levaram o nosso carro. Aquele que demoramos para conseguir comprar, que finalmente seria o "carro da família", que nos deu um trabalhão para tê-lo, afinal foram dois meses para que conseguíssemos ver a cara dele! Com 8 meses de uso, ele nos foi tirado, sem permissão. Dentro deles coisas que graças a Deus conseguiremos substituir, mas coisas cujas histórias eram mais importantes do que imaginávamos...

- Mãe, meu chapéu de Woody estava no carro que o ladrão levou, estou muito triste!

 Arthur e o papai haviam feito esse chapéu juntos, há uns 3 anos, para um evento da escola e Arthur o amava...

Roupas que carregaram Arthur e Matheus e estavam lá para serem ajustadas para que eu continuasse a usá-las...
Meu semanário, o primeiro caderno que comprei quando passei no concurso há 6 anos atrás e prometi ser o primeiro caderno que usaria quando tivesse a minha sala de aula. Meus projetos, anotações... Todo ano, se foi...
Fora isso, cadeirinhas, carregador, uma bolsa de maquiagem, livros...

 Quando percebi o que tinha acontecido, agradeci.
Agradeci por não estar lá no momento. Por eu e minha família termos nos livrado de algo muito pior.
Agradeci por lembrar que todos os meses eu murmurava e reclamava da parcela do seguro que precisava ser paga!
Agradeci por ter meus pais e sogros por perto e perceber que família é o bem mais precioso, pois eles largam tudo por mim, meu marido e meus filhos.

Mas que isso mexeu comigo, ah mexeu...
Acordei no dia seguinte, mal. Muito mal.
Naquele domingo a única coisa que fiz foi ficar deitada. Meu corpo doía, minha cabeça ia explodir a qualquer momento!

 Eu sou assim, somatizo e externalizo tudo o que vivo através do meu corpo.

 Na madrugada de domingo para segunda, pedi que meu marido me levasse ao hospital. Eu sabia que algo não ia bem, mas achava que lá eu receberia um diagnóstico certo, uma receita com o que eu deveria tomar e também já tomaria alguns remédios direto na veia.
Assim foi. A médica, uma clínica geral, me disse que a garganta estava inflamada. Eu tomaria uma mistura de antibiótico e anti-inflamatório por uma semana e ela me deu três dias de afastamento. Era tudo o que eu precisava: descansar!
Segunda-feira eu senti que a febre (que chegou a 40°) estava indo embora, mas eu não conseguia me alimentar. Eu tinha uma consulta com um otorrinolaringologista mas não consegui ir, não conseguia fazer nada. Remarquei para quinta-feira, quando minha licença terminasse e o doutor poderia me dizer se eu já estava bem ou não.
Terça-feira a febre começou a voltar. Eu já não comia a quase três dias e comecei a tremer. Minha boca doía, eu corria para o banheiro para cuspir a saliva pois não aguentava a dor de engoli-la.
Não dormi nada. Deitei na cama e parecia que minha cabeça ia explodir. Senti a dor na garganta subir para o ouvido e logo pensei: Meningite. Orei muito à Deus, para que Ele me confirmasse se era necessário eu voltar ao hospital, ou se deveria esperar a consulta de quinta feira.
Quando a manhã de quarta feira chegou, Matheus veio ao meu quarto chorando, pedindo por mim.
Eu já muito estressada, levantei e fui para a sala. Eram por volta das 5 da manhã.
Meu marido percebeu a movimentação, acordou e me viu, mal... Disse que eu precisava voltar ao médico e meu pai se prontificou a me levar.
Chegamos por volta das 7:30 e na triagem me disseram que uma otorrino poderia me atender às 8:00. Resolvi esperar.
Assim que entrei no consultório e relatei tudo o que estava sentindo desde o domingo, ela me pediu que abrisse a boca. Analisou, viu com muita cautela e disse:


- Vou te dar uma medicação aqui mesmo para a dor. Mas preciso que você faça um exame de sangue e uma tomografia. Acredito que um abscesso tenha sido formado na sua amígdala. Se for isso mesmo, você precisará ser internada para tomar uma medicação aqui no hospital, para acabar com a infecção. Caso não funcione a gente vai precisar drenar, mas não sei se será necessário.

 Passava do meio dia quando ela me chamou na sala com os exames.

- Realmente temos um abscesso. Já estou fazendo a papelada da internação e o pedido para iniciarem a medicação.

No meio da tarde, eu ainda não tinha um quarto disponível. Me aconselharam ser transferida para outro hospital, mas decidi esperar.
Me trouxeram comida: torradas e bolachas secas sendo que nem saliva eu conseguia engolir. Meu marido conseguiu me trazer um purê e aquele foi o meu almoço.
Enquanto eu esperava, senti algo se mexer na minha garganta. Parecia que aquela “bola” que eu sentia, havia saído de onde estava, senti ela descer. Na minha cabeça, ela estava “indo embora” (ufa!).

 18:30 subo para o meu quarto, número 315. Ainda não havia iniciado a medicação.
Assim que entro, um médico vem conversar comigo:

 - Eu sou da equipe de cirurgia de cabeça e pescoço, às 22 horas você entrará em jejum e amanhã pela manhã fará a cirurgia para drenar o abscesso.

 Um choque! Como assim? Cirurgia? Drenar? Mas primeiro não teríamos que tentar a medicação?
E ele começou a me informar sobre os riscos que eu corria, primeiro com aquele abscesso na garganta que estava de locomovendo (lembram que havia sentido mexer?) e corria o risco de ir para o pulmão, depois os riscos da cirurgia, uma hemorragia, uma traqueostomia e por fim, as sequelas que eu poderia ter em decorrência da cirurgia como perda de movimentos faciais.

 Eu só queria chorar.

Meu pai estava comigo nesse momento e acho que ele pensou na mesma coisa.
Ele simplesmente se levantou dizendo: - Vou pegar a sua mãe.
E saiu. (Ele me disse que precisava chorar e por isso voltou para casa, chorando)
Eu chorei. Eu desabei. Pensei nos meus meninos, Marco, Arthur e Matheus.
Pensei nos meus pais, nos anos de espera para me ter.
Pensei na vida, nos amigos, no trabalho, nos sonhos...
Nessa hora Deus falou comigo. Através de amigos, de palavras de conforto e de uma certeza que preencheu meu coração: tudo daria certo.

Na quinta pela manhã fui para o centro cirúrgico e conheci meu médico (que graças a Deus não era o médico da noite anterior). Ele me tranquilizou e me garantiu que tudo daria certo, assim como Deus havia me falado na noite anterior.

Acredito que tenha levado mais de uma hora para terminar, pois entrei na sala para a cirurgia por volta das 11 da manhã e acordei ainda lá e em menos de 20 minutos já estava em meu quarto e vi que o relógio marcava 13:25.

Tinha dado tudo certo.


O médico havia dito aos meus pais que o abscesso era realmente grande e que ele drenou muita coisa e por isso precisou realizar o procedimento por dentro (pela boca) e pelo pescoço. E disse que o grande risco da cirurgia era a chance de uma hemorragia, mas que saíram apenas duas gotas de sangue.
No final ele disse que sim, eu havia me livrado de uma... e das grandes!

- Vocês têm uma filha abençoada!

Agora eu precisava continuar com a medicação para que qualquer resquício de bactéria acabasse, pois o local era muito próximo ao coração.
Foram doses (muitas doses) diárias de dois antibióticos, muito corticoide, remédio para dor.
Inchei muito, 6 quilos.
Sessões diárias também de câmara hiperbárica, porque sim, a infecção foi grave. E mais 10 sessões depois de voltar para casa,

Depois de 5 dias tive alta.

Depois de 5 dias pude ver meus filhos e voltar a viver.

A infecção foi controlada.

Agora preciso me recuperar. Do susto, da enxurrada de medicação, da cirurgia...

Cicatrizes precisam se formar, para que eu possa enfim voltar à vida “normal”.

E foi por isso que Deus, me concedeu uma nova chance de comemorar as coisas da vida, como o aniversário do meu amado e querido blog!



9 comentários:

  1. Que testemunho emocionante. Deus realmente é fiel e maravilhoso. Espero que você se recupere e que olhe para as cicatrizes como um troféu. Um lembrete de uma nova chance. Espalhe esse testemunho para que mais pessoas saibam ou fortaleça a fé nesse Deus misericordioso. Paz e muita saúde. Beijos.

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  2. Olá... sigo vc no instagram, que livramento hein... realmente nossa vida é um sopro mas Deus é fiel o tempo todo, aprendi muito com seu testemunho aqui, a dar valor em Tudo, dia após dia, bjus

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  3. JU, que coisa né? mas que bom que tudo já passou, se cuide ! Adoro seu blog e os snaps =)beijos

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  4. Jú, parabéns pela nova chance e pelo aniversário do blog ! Depois conta como foi com o trabalho, sr vc ainda volta esse ano. Pois ,como Prô a gente fica afilta em não conseguir finalizar o ano letivo.😘
    Cris Costa

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  5. Deus é fiel e maravilhoso... E isso sp faz refletir de como nós dó reclamamos da vida e não agradecemos a Deus por esta vivos e com saúde...

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  6. Deus é fiel e maravilhoso... E isso sp faz refletir de como nós dó reclamamos da vida e não agradecemos a Deus por esta vivos e com saúde...

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  7. Ju amada nossa quanta coisa...como a gente não é nada neh meu deus... mas como sempre Deus esta no comando de tudo... tudo vai ficar bem... vc ganhou uma nova chance de tudo quero ver muitos e muitos vídeos seus ainda Deus abençoe vc e sua família to aqui torcendo pra vc se recuperar logo.um abraço especial ao Marco que cuidou de vc pra nós kkkk se cuida fica bem beijão

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